Já sentiu que fosse simplesmente apagar? De uma hora pra outra, sabe, de repente mesmo.
Você senta, olha ao redor e simplesmente pensa "cara, eu não tô bem". Mas nem tem nada de muito errado contigo; nada de dor, de febre, de fraqueza osteo-muscular, nada mesmo. "Talves seja só sono acumulado", você pensa. Vontade de dormir um ano inteiro e não acordar com horário previsto
Acordar com fome, revirar a geladeira, ver a Tv sem nenhum desejo concreto.
Então, tô meio que sentindo isso.
Acho que tô morrendo, meu velho, não mais do que estive morrendo toda a vida, mas ultimamente tenho pensado muito na morte. Umas vezes penso nela com medo, outras com tristeza, outras com aquela muda resignação tão clichê.
Lembro de trechos de Caio Fernando, de Adriana Calcanhotto, de Cazuza, Maria, meu herói. E me sinto melhor só de ter escrito alguma coisa, ainda que assim, sem ensaio, sem computador, somente eu, papel, caneta, essa chuva e esse medo da morte.
Talvez um dia isso passa, talvez eu reveja algum velho conhecido que não encontro há muito, ou uma menina que me dê carinho e tesão, ou um cachorro jovem e molhado na rua e então, de repente, tudo faça sentido.
Bye.
2 comentários:
Certamente isso passa, um dia mais alegre, uma noite de liberdade, uma menina, um cachorro... Mas a procura por um sentido maior sempre nos arrebata. Como música, repetimos o refrão.
Saudações.
E pra Carol, nada de adeus, combinado?
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