Não sei o que fazer.
Não ser se deveria te tocar agora, ou se deveria levantar e sair, ou acender um cigarro e ver o tempo passar.
E olha que eu tento, tento com vontade, mas você sempre escapa, do meu olhar, do meu abraço, das minhas perguntas recheadas de armadilhas, Dulce, esperta você. Quando dou por mim, você já foi, e quando volta, se volta, não sei por quanto tempo ficará.
As vezes me acho parecido pra caralho contigo, as vezes me acho diferente, "você não faz meu tipo", diz você, Dulce. Eu sei, sou do tipo que fuma e que faz drama e que some pra tomar café escondido, "não é bem isso", você insiste, "não costumo fazer isso sempre". Nem eu.
Não me apaixono sempre, mentira, sempre, sempre, mas nunca me apaixonei por uma idéia e vi ela surgir pela porta, fumaça nos olhos, camisa xadrez, medo do novo.
Tenho essa vontade meio escondida, meio confessa, de te levar pra casa todo dia, te botar pra dormir, te fazer acordar e reprisar qualquer filme em que você esteja umas vinte vezes, ou mais.
Fazer o quê, não sei.
E leio Neruda, e durmo sozinho, e espero você, Dulce, Dulce, até quando?
1 comentários:
eu te entendo, meu bem.
aquele abraço =)
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