Uma cigana me ensinou quase tudo que eu sei.
Ela, lendo as linhas
de insônia ao redor
dos meus olhos
me dizia:
"Desse jeito, meu doce,
você não vive
muito mais"
Eu sorria contido
e sacudia a cabeça
"você não me conhece"
E nas manhãs
em que ia em sua casa
levar bolo, chocolate e frutas
para o café da manhã,
ela sempre parecia despertar
com um olhar novo
sobre a mesma velha vida de sempre.
Deita aqui,cigana
que eu sei que você
não tarda a partir
de novo.
1 comentários:
Olá!
Foi um grande prazer conhecer seu blog.Aproveito meu tempo para navegar e ler textos e poemas feitos por pessoas que gostam de escrever.
Que bom que você é uma delas.
Grande abraço
se cuida
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